Dr. Mario Carabajal em foco!

Publicado por Elizabeth Misciasci em 14/12/2009 17:56:00

Dr. Mario Carabajal e a Academia de Letras do Brasil

Extrato auto-biográfico e genealógico do fundador e 1° PRESIDENTE DA ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL, Mário Roberto Carabajal Lopes.

Memorial do Escritor

CARABAJAL

Dr Mario Carabajal - Crédito da Imagem Andréia Donadon Leal
Mário Roberto Carabajal Lopes
1° Presidente - Fundador da Academia de Letras do Brasil, (foto com a Imortal Andréia Donadon Leal).

Informações Genealógicas:
Centro de Pesquisas Genealógicas da Espana.
Editora Carbajal
Boa Vista, Roraima, Brasil.

Mário Roberto Carabajal Lopes
CRONOLOGIA

Nascido em 1958, Bagé, RS. Filho de Olegário Robaina Lopes e Manuela Cacilda

Carabajal Lopes, migrou para Porto Alegre aos quatro anos, acompanhando a familia.

Sua lembrança mais antiga, data dos três anos de idade, em 1961, quando frente a um microfone, auxiliado por uma cadeira, declamara uma poesia. Em dado momento, diante a um lapso de memória, rastreou na platéia a irmã que o levara, Neusa Tânia, perguntando-lhe; - como é Cânha?

O apresentador, brincou com seu público, dizendo estar o autor “solicitando um góle de cânha".

O autor, com quatro anos, em 1962, sonhava seguidamente com uma situação envolvendo uma jovem de nome “Débora Chamiten”. Em Bagé/RS.
Ainda em 1962, sua família migra para Porto Alegre/RS. Treinou nas escolinhas do Grêmio e posteriormente do Internacional de Porto Alegre. Disputando e vencendo campeonatos no RS. Isto, já em 1966, quando com 8 anos. (campeonatos “dente de leite”).

Em 1964, com somente seis anos, do segundo andar de um edifício, na Av. Protásio Alves, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, vê o golpe militar. Na marquise do edifício onde morava, o golpe instalou metralhadoras, trincheiras e posicionou soldados fortemente armados.

Em 1969, ano em que o homem pisava pela primeira vez na lua, após ao falecimento do pai, aos onze anos, sua mãe o coloca na escola Dom Bosco “Porto Alegre-RS” em regime de semi-internato.
Em 1973, trabalha como secretário do Grupo Jornalístico Paulo Pimentel do Paraná. Também, como secretário das indústrias de palmito Palmazon, ambos em Porto Alegre. Empregos ofertados respectivamente por Edgar Hudson, irmão e Celso Derivi, cunhado.
Nesta mesma época, tem seu irmão Edgar Hudson, juntamente com seu cunhado Celso Derivi, presos pela DOPS, quando visitavam a uma exposição de materiais comunistas, no auditório Araújo Viana, na praça da Redenção em Porto Alegre, RS.
Entre 1969 e 1975, acompanhou Carlos Carabajal, baterista e empresário de música, em Porto Alegre, tocando “bangô” no conjunto The Brazilian Band Supreemes, participando na gravação de um disco pela SBACM/RS-Sociedade Brasileira de Autores e Compositores da Música Popular Brasileira.
Ainda, com o conjunto The Brazilian Band Supreemes, foram considerados em 1975, pela mídia nacional, como conjunto revelação popular gaúcha, sendo objeto de ampla publicidade pelas revistas “Sétimo Céu” e “Amiga”.
Em 1976, aos dezessete anos, junto com o amigo Ivan Ângelo Schiavo, desloca-se para o Rio de Janeiro, para prestar exames na Brigada Paraquedista.
Ainda em 1976, ao retornar ao Rio Grande do Sul, conclui, na escola “Primeiro de Maio”, no bairro Navegantes, em Porto Alegre, seu primeiro grau, pelo sistema supletivo, 7a. e 8a. séries.
Em 1977, de volta ao Rio de Janeiro, inicia seu segundo grau em escola de Copacabana.
Em 1977 ainda, serve ao exército na Fortaleza de São João no Rio de Janeiro, desistindo da carreira militar, após haver conquistado o primeiro lugar no curso de cabo, primeiro no concurso para sargento e haver recebido bolsa do Estado Maior do Exército para cursar, em Agulhas Negras, a Escola de Preparação de Oficiais.
Seu melhor amigo durante o tempo em que esteve no exército, foi o Amazonense Alcimar, com quem perdeu o contato após 1977.
Durante o período em que esteve no exército, escreveu um livro, baseado nas experiências ali adquiridas. Muito interessante, e que merece total atenção foram suas experiências com o que se tem como pobres e ricos, bairros bons e de aparência e bairros desprovidos de conforto. Durante o ano de 1977, residiu dentro da Fortaleza de São João. Foram raras as vezes em que saiu para passear, suas saídas eram, na maioria das vezes, até a agência dos correios mais próximas para enviar notícias a sua mãe e irmãos.

Em duas ocasiões em que aceitou convites de amigos para ir até suas residências, teve grandes experiências.
O autor coloca tais situações, propondo reflexão, sobre os conceitos e pré-conceitos difundidos socialmente contra pessoas de poucas posses, pessoas que residem em bairros sem saneamento básico. Se existem culpados, são os governantes que privilegiam determinados bairros em detrimento a outros.
A discriminação existente contra o morro da Rocinha do Rio de Janeiro, é no mínimo maldosa e mesmo criminosa.
Faltam investimentos em obras de saneamento básico. Parece ser mais fácil dizer que se trata de um bairro de marginais, depositando sobre àquelas pessoas toda a carga de tensões acumuladas pela sociedade, do que partir para a ação franca e objetiva de canalizar esforços à melhora das condições desumanas em que vivem seus moradores. O autor aconselha, aos moradores de lugares como a Rocinha, que não aceitem servir de depósito dos problemas sociais, que saiam, tenham coragem de recomeçar suas vidas em outros lugares, mesmo que se necessário, sair pedindo carona. Esforçarem-se para chegar até um lugar novo, que esteja iniciando, seja no Mato-Grosso, Roraima, Rondônia, Amapá, Acre, Santarém ou Alenquer no Pará. Ao chegarem, procure as Secretarias de Agricultura, o serviço de colonização e reforma agrária. Iniciem uma pequena plantação, busquem melhores condições de vidas, não aceitem servir de tapete, onde toda a miséria e injustiça são depositadas.

Em 1977, o comando da Fortaleza de São João estava assim composto; da Fortaleza, Cel. Renato; da Bateria de Canhões, Tenente Rubens, da Linha de tiro, Tenente Iran. O Ministro do Exército era o General Silvio Frota, deposto pelo Presidente Ernesto Geisel, criando um estado de tensão interno nas Forças Armadas, sem que o conflito chegasse a população. O General Silvio Frota, na época, contava com o apoio do Exército, e com algo em torno de setenta por cento das forças marítimas e aéreas nacionais. Meio a ditadura, tropas e grande movimento armado rondaram o País.

A pedido dos Tenentes Iran e Moura, Mário Carabajal organiza a biblioteca da Fortaleza de São João, dorme, acorda, come e convive por algum tempo meio a uma infinidade de livros, título e autor, desenvolve o rigor da ordem, organização, método, áreas, assuntos, fichamentos, classificação e distribuição cronológica.
Durante sua estada no Rio de Janeiro, recebe as visitas de sua mãe Manuela Cacilda, do irmão Carlos, do seu tio Nelson e do cunhado, Celso, acompanhado por sua Irmã Neusa Tânia.

No início de 1978, desloca-se para Alegrete, onde dá continuidade ao segundo grau, sem concluí-lo, devido a seu emprego bancário Bamerindus, atual HSBC, demitindo-se para assumir a gerência de uma loja de móveis, com salário sessenta vezes maior. Imediatamente é convidado a assumir a gerência do Banco Econômico, agência Uruguaiana, declinando.
Em 1980, associa-se aos irmãos, Edgar Hudson e Carlos Reinaldo, ainda em Alegrete, no Rio Grande do Sul, assumindo a direção executiva das empresas;

***Exitus, Publicidade e Promoções, empresa esta, responsável pela promoção de shows, programas de auditório, sob a administração e apresentação de Hudson, auxiliado por seu filho Marcus Vinícius, na cidade de Alegrete, no RS.


**CECOB, Central de Cobranças e Participações, com sede em Alegrete, Rio Grande do Sul, e filial em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, sob a direção geral de seu irmão Carlos, que se demitira da Gerência da Várig/Alegrete.
Em 1981 migra para Roraima, então Território, aonde conclui, pelo supletivo o segundo grau. Imediatamente, também pelo sistema supletivo –Logos II, sob a direção da Professora Maria Rodrigues, cursa o magistério, ingressando como professor nos quadros do funcionalismo público federal. Cursa ainda pelo supletivo, contabilidade e transações imobiliárias. Exercendo por alguns anos tais profissões, paralelamente ao magistério.
Em 1982, inicia o movimento pela continuidade da cultura gaúcha em Roraima, fomentando a criação do primeiro centro de tradições gaúchas na região do Apiaú, com danças gaúchas, poesias, chula e malambo. O CTG dos pagos, na região do Apiaú, contudo, não fora consolidado. Posteriormente, em 1988, ao lado de Flávio Porto da Rosa, integra-se ao movimento gaúcho em Boa Vista, juntamente com Werlei Bueno, Astrogildo Boeira. Em 1989, ao lado de Paulo Murat, consegue forças para criar a primeira invernada artística de danças gaúchas em Roraima, base sólida, alma viva das tradições gaúchas, que resultou na consolidação do CTG Nova Querência, fundido com o CTG. Sentinela de Roraima.
Em 1982, retorna ao RS, cidade de Alegrete, aonde ao lado do irmão Carlos Carabajal, escreve seu segundo livro “Fonte Secreta”, desta vez, livro técnico, atendendo as necessidades da empresa dirigida pelo irmão Carlos Carabajal.

Divorcia-se da primeira esposa e retorna para Roraima, Carmem Goulart Falcão e volta a morar em Roraima, assumindo, em 1983 assume a direção do setor de cálculos e conferências do departamento de serviços gerais do Governo do Estado de Roraima, então dirigido, pelo Engenheiro João Cunha.

1985 - Nasce à primeira filha, Emannuely Jurema Soares Lopes

Ainda em 1985, demite-se do Governo Federal para assumir a direção executiva de duas empresas roraimenses, uma delas, Agromac, representante New Holand e CBT.

Em 1989, quando escrevia seu terceiro livro, é convidado pelo colega de faculdade, Adail Maduro Filho, a integrar o grupo fundador da Academia Roraimense de Letras, ao lado de Nenê Macaggi, Dorval de Magalhães, Mário Linário Leal, Afonso Rodrigues, Maria Augusta, Leopoldo Neto, Antônio Poeta, Dagmar Ramalho, Ceci Lia Brasil, Petita Brasil, Rita de Cássia, Fernando Quintela, Célio Fonseca, Cícero Ferreira, Laucides Oliveira. Neste mesmo ano, falece seu irmão, Edgar Hudson Carabajal Lopes, em Alegrete/RS – escritor, jornalista e radialista, o qual influenciou decisivamente o autor em filosofia. Edgar Hudson, ao falecer, vítima da médica Maria das Graças Pascouto de Lima, por confundir apendicite por gastrite, em Alegrete/RS, assume como Patrono da Cadeira número 15 – ocupada pelo autor, na Academia Roraimense de Letras.

Em 18 de dezembro de 1990, nasce minha filha, Taynara Karine Soares Lopes.
Em 1991 licencia-se em Educação Física pela Uiversidade Federal do Amazonas. Em 1992 inicia pós-graduação, cursando especialização em metodologia da pesquisa científica pela UFRR. Escreve seus ensaios de tese de doutorado orientado pela Pós-Doctor Kátia Cavalcante da UFRN, em Cinesiologia Aplicada.

Em 1992 é convidado pelo Professor Geraldo Antunes Maciel, da Universidade do Amazonas, a assumir a consultoria do Ministério da Saúde em Roraima, também, da UNICAMP/SP. Geraldo Antunes Maciel fora professor do autor em diversas disciplinas da faculdade em Educação Física.

Em 1993, é convidado, pela Secretária adjunta da Educação de Roraima, Antônia Vieira Santos e pela assessora Ana Ferst, confirmado pelo Secretário Aldo Gomes da Costa, e Governador Ottomar Pinto, a dirigir os trabalhos de implantação da coordenação de tecnologia educacional do já Estado de Roraima.

Como coordenador de tecnologia educacional, manteve em Brasília, contatos com diversos Ministros, aproveitando as suas viagens para levar o nome da Academia de Letras de Roraima até a Embaixada da França. Faz amizade com Jean Pierr L’a Fosse, Conselheiro de Cooperação Científica e Cultural da França no Brasil, recebendo registro como pesquisador junto a France World.

Ainda em 1993, conhece em Brasília, o sociólogo, escritor, desembargador e ex-prefeito de Belém, professor, Carlos Lucas de Souza, autor da obra imortal “O Raiar de um novo mundo”, escritor este, que em 1996, viria a ser indicado como Patrono do Conselho Nacional das Academias de Letras do Brasil.

Ainda em 1994, conversa com Josué Montello, então Presidente da Academia Brasileira de Letras, discutindo as bases de implantação do CONALB - Conselho Nacional das Academias de Letras do Brasil.

Em 1995, lança as bases das Academias Escolares de Letras para o Brasil, através das secretarias estaduais de educação. Ainda em 1995, inicia o movimento à criação da Academia Alegretense de Letras, no RS. Neste mesmo ano, consegue montar a diretoria pró-tempori do Conselho Nacional das Academias de Letras do Brasil, contando na diretoria, com; Josué Montello* Academia Brasileira de Letras; Miguel Jaques Trindade, * Academia Riograndense de Letras; José Mendonça Telles, * Academia Goiana de Letras; João de Scantimburgo, * Academia Paulista de Letras; Tobias Pinheiro, pela * Academia Carioca de Letras e Federação das Academias de Letras do Brasil; Olga de Britto, pela *Academia Feminina Paulistana de Letras.

Em 1996, aconselhado por Jan Pierr La Fosse, conversa com o Presidente Fernando Henrique Cardoso, sobre a instalação das Academias Escolares de Letras no Brasil, de onde o Presidente, através do seu chefe de gabinete pessoal, Dr. Dantas, telefona para Alegrete, pedindo a continuidade da implantação, oferecendo a estrutura do Ministério da Cultura para a difusão implementatória.

Ainda, em 1996, conduzido por Henrique Arthur de Souza, filho do Escritor Lucas de Souza, é recebido pelo Ministro Bueno de Souza, então Presidente do Superior Tribunal de Justiça do Brasil, a quem oferece, um conjunto de projetos sociais estratificados em livro.

Neste mesmo ano de 1996, seguindo a Henrique Arthur de Souza, assume a Vice-Presidência da ONG Mundial PV-Planeta Verde, lançando em Brasília, as bases de campanha mundial, voltada para erradicação da fome no mundo. Participaram representantes de 118 embaixadas de países com relações e representações diplomáticas no Brasil.

Em 1997, como candidato a candidato a Deputado Federal, é muito bem acolhido no PRP roraimense, sob a Presidência de Antéro Sá, arquitéto calculista de expressão nacional, todavia, segue o empresário Rogério Miranda, filiando-se ao PDT.

Em 1998, parte para o RS para visitar sua família e contatar lideranças gaúchas de seu partido. Com laços desde sua cidade natal, Bagé, de amizade entre sua família e a do ex-Governador Gaúcho, Dr. Alceu Colares, onde é entusiasticamente, por ele, muito bem recebido. Posteriormente, durante o período de pré e pós-convenções, é orientado à distância pelo amigo e Ex-Governador gaúcho.

Ainda em 1998, Alceu Colares se elege Deputado Federal pelo RS, com mais de oitenta mil votos. Em Roraima, Mário Carabajal é pré-candidato a Deputado Federal, havendo sido obstruída sua candidatura, por ilegalidades praticadas pela diretoria do PDT de Roraima, falsificação da ata de convenções, negociatas, ambições desmedidas, desvios de recursos. Estas, foram algumas das práticas da Comissão Provisória que dirigia o PDT roraimense de 1998. Desgosta-se e passa a alimentar dúvidas quanto a seriedade da Justiça instalada em Roraima, já que na ocasião, fez petição objetiva e clara para que se lhe dessem o direito, perante a justiça, de, pela busca e apreensão do Livro Ata do PDT de Roraima, poder comprovar haver existido duas atas de convenção, uma, elaborada de forma escusa na noite posterior as convenções.

O Departamento Jurídico Nacional, sob a direção do Dr. Hugo, justa, todavia, o assessor jurídico em Roraima, “Álvaro Celeste”, juntamente com o Presidente, “Jorge Schmidt” estavam decididos instalar o autoritarismo, e validar a ata da contravenção do PDT roraimense de 1998. Não mereceriam a citação de seus nomes, nem o assessor jurídico roraimense e menos ainda o então presidente da comissão provisória. Isto, para que não gozassem do prestígio da história, já que erramos muito historicamente, tornando, às vezes, vilões em heróis, veja-se “lampião”. Contudo, hei-os supra.

Tivesse o referido processo, na ocasião, conquistado a veia judiciária, em efetiva busca de verdade, não obstante, ofereceríamos, no mínimo, cinco dezenas de nomes de testemunhos do ocorrido. O próprio governador Neudo Campos, nos recebeu, candidatos pelo PDT, imediatamente após as convenções de 1998 – onde, de própria voz, lúcido e na presença de mais de cinqüenta candidatos, anunciou ao então governador – “neste instante finalizou as nossas convenções e, juntos, decidimos apoiar a sua candidatura – os nossos candidatos a Deputado Federal, são: Rogério Miranda, Jorge Schimit e Mário Carabajal” – Lembre-se, que na sede do partido, em um prédio do empresário Rogério Miranda, na avenida Capitão Júlio Bezerra, no centro de Boa Vista/RR, foi lido pelo próprio senhor Álvaro Celeste a ata da convenção, e na presença de noventa por cento dos candidatos. Meu nome foi lido, como candidato a deputado federal – absurdamente, no dia seguinte, eu constava como candidato a deputado estadual. Soube que Álvaro Celeste, passara a noite inteira escrevendo uma outra ata – a qual, eu costumo referir-me como “ata da contravenção”.

Foi bastante interessante o que ocorreu no interior da livraria Melo & Pinha, no bairro São Francisco, neste período. Encontra-me reproduzindo alguns documentos e deparei-me com Álvaro Celeste, ele veio conversar comigo, dizendo que eu deveria desistir do processo, onde eu tentava reverter a ata – repentinamente, lembrei-me de que eu tinha um minigravador no automóvel, corri até o carro, abri a porta e imediatamente coloquei o gravador em um bolso externo, superior esquerdo do casaco que eu andava. Voltei para onde me encontrava e o Álvaro Celeste novamente aproximou-se. Para que ninguém ouvisse, colocou o rosto bem próximo de meu ombro esquerdo, exatamente onde se encontrava o gravador ligado – pediu-me para parar com o processo, pois, jamais eu conseguiria comprovar existir uma outra ata – falou muito, inclusive que alterara a ata a pedido de Jorge Schimit. Admitiu não mais existir o livro e que o melhor seria eu desistir da ação.
Entusiasmei-me em quando ele já estava no interior de seu carro, retirei o gravador do bolso, mostrei-lhe perguntando-lhe, se mesmo com tudo o que ele dissera, e que eu gravara, se eu não conseguiria gravar. Ele e o motorista saltaram do automóvel e, meio aos funcionários da Melo & Pinho e clientes, agrediram-me, tentando apossarem-se do gravador. Joguei o gravador para um funcionário, por detrás do balcão, - Álvaro Celeste invadiu o ambiente de trabalho (onde fazem xérox), o seu motorista pulou o balcão – os funcionários passaram de mão em mão o gravador até que foi parar nas mãos da proprietária da Melo & Pinho (papelaria roraimense), que o colocou no interior de um cofre.

Após muito refletir, mesmo rezar, em memória do pai de Álvaro Celeste, pois se fala de haver sido um homem honrado, tive a luz de posicionar-me. Fui até a residência de Celeste, para convidá-lo para destruirmos a gravação. Lá, frente a casa, enquanto chamava Celeste, chegou um senhor de automóvel e se pos a conversar comigo. Repentinamente, chegou uma viatura da polícia, alguns com armar em punho, prontos a me revistarem. Álvaro Celeste nesse momento surgiU do interior da casa dizendo que eu encontrava-me ameaçando-lhe e a sua família, e que ele era o primeiro suplente do Senador Mozarildo.

Não permiti que me revistassem, explicando aos policiais que eu também era candidato a Deputado Federal e que estava ali para tratar de um assunto de interesse do próprio Celeste – assim, convidei-o para juntos, irmos até a loja Melo & Pinho e destruirmos a fita. Cinco minutos depois, Álvaro Celeste, de cabeça baixa, encontrava-se sentado na sala de administração da Melo & Pinho, - na presença dos proprietários, destruímos a fita. Eu tão somente mostrava à Celeste, que minha proposta era honesta, não buscava crescer pisando sobre ninguém. Sei, que com três testemunhos, já seria o suficiente para comprovar a falsificação da ata, imaginem com mais de cinquenta – quase a totalidade dos candidatos à câmara estadual, na ocasião, ofereceram-se como testemunhos.

O Ex-governador do Rio Grande do Sul, Alceu Colares, que na ocasião concorria a uma vaga à Câmara Federal, meu amigo, aconselhou-me dar continuidade ao processo, contudo, optei em aguardar, pois, o tempo que discuti na justiça, inviabilizou, totalmente minha candidatura.

Em 1999, forma-se em Psicanálise Clínica pela Escola Superior de Psicanálise Clínica do Rio de Janeiro, conveniada com as Universidades; De Los Pueblos de Europa - Málaga, Espana, e Iowa – EUA. Especialização esta, que vinha cursando desde 1997. Imediatamente ao concluir, dá início ao curso de Mestrado, pelas mesma instituição de sua formação em Psicanálise Clínica. Seu mestrado, versa sobre a Técnica e a prática da Psicanálise Clínica.

Neste mesmo ano, escreve o livro; Psicanálise Clínica, contendo sua tese sobre a Psicomaturação da Consciência Humana, - o que na realidade, posteriormente, transforma-se em tese de pós-doutorado – onde são identificados dez grandes redes sinápticas (elevado para onze) e quarenta e quatro (elevados para quarenta e seis) estágios intermediários observáveis de comportamentos no ser. Neste livro, oferece também, uma sistemática científica à origem do pensamento, perfazendo um elo entre a energia resultante do choque entre prótons e elétrons do átomo de Hidrogênio, que resulta em Hélio, energia nuclear, e a química vegetal, que após ser processada, é, na eletroquímica humana, transformada em “energia cósmica transcodificada: - Pensamento”.

Suas pesquisas e Ensaios de Teses de Doutorado ganham a Europa. Em 1999, foram reconhecidas pelo Departamento de Antropologia Social, sob a direção do Professor Hector Luis De Moraes Olmos, da Universidad de Castilla, Cuenca, España, entrando em processo de difusão na cultura hispaña.


Entre fevereiro e maio de 1999 suas pesquisas chegam ao Oriente Asiático, por razões de investigações envolvendo o Departamento de Antropologia Social da Universidad de Castilla, com o Departamento Científico Antroposófico Asiático, encontrando-se o Professor Hector LDM Olmos, à frente das pesquisas.

Em outubro de 1999 suas pesquisas são homenageadas e reconhecidas como de grande importância para o avanço das ciências médicas, pelo Dr. Rômulo Vieira Telles, Delegado Presidente do Conselho Regional de Psicanálise Clínica do Rio de Janeiro, Diretor da Escola Superior de Psicanálise Clínica do Rio de Janeiro e membro do Conselho Federal de Psicanálise Clínica do Brasil.

Em 2000, inscreve-se no Conselho Federal de Psicanálise Clinica do Brasil, defende Dissertação sobre a Técnica e Prática da Psicanálise Clínica, curso que vinha desenvolvendo, paralelamente a especialização - recebendo o título de mestre pelo convênio entre a ESPC/RJ e as universidades espanhola e americana, as mesmas de sua formação. Sua Dissertação de mestrado é adotada na formação de Psicanalistas no Brasil. Com suas pesquisas de mais de vinte anos com fins no doutorado, inicia em janeiro de 2000, as partes formais institucional deste curso, utilizando o mesmo convênio. Neste mesmo ano passa a editorializar os próprios livros. Em 2000, publica treze livros:
- Técnica e Prática da Psicanálise Clínica;
- Técnica para Analisar Resistências;
- Evolução Psicomaturacional da Consciência Humana;
- Psicanálise Clinica Instrumental;
- Dicionário de Psicanálise;
- Passeio Cultural pelo Globo Terrestre;
- Educação Ativa;
- Fenômenos Terapêuticos;
- Terceiro Milênio;
- Quatro Grandes Temas Educacionais;
- Medicina Psicossomática;
- Fim da Castidade ou da Humanidade;
- Vidas Eternas.
Em 01 de janeiro de 2001 é fundada a ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL.

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